Transporte molda o desenvolvimento das cidades
Publicado em Nov 28 2009

O presidente do Centro de Transporte Sustentável do Brasil – CTS
Brasil, Luis Antonio Lindau, afirmou nesta quarta-feira, 25/11, no
Rio de Janeiro, durante a Convenção Mobilidade Sustentável na
Renovação Urbana, a necessidade de as cidades de médio e grande
portes distribuírem com equilíbrio o limitado espaço urbano. Para
isso, Lindau apontou um conjunto de medidas que passam pelo
desestímulo ao uso do automóvel, pela melhoria do transporte
coletivo e pelo incentivo ao transporte não-motorizado, além da
integração do uso do solo e o transporte. “Não há uma fórmula
pronta e única em termos de mobilidade urbana”, disse ele,
acrescentando que o primeiro passo é a vontade política do gestor
público, a decisão clara de priorizar o interesse coletivo.

Em parceria com Orlando Strambi, professor associado da Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo, Lindau levantou algumas
reflexões sobre o tema “Mobilidade Sustentável: o que é importante
saber para tomar decisões?. “Queremos movimentar gente ou
veículos?”, questionou, ao comentar a previsão de 2 bilhões de
carros em circulação em 2030. Para o presidente do CTS-Brasil é
notório que todos querem ter um carro, mas como a estrutura viária
não cresce na proporção da frota de veículos, os congestionamentos
se multiplicam e geram perdas a todas as partes envolvidas –
carros, ônibus e pedestres - além de provocar perda de
competitividade e estagnação econômica para as cidades.

Soluções

Na Convenção, organizada pelo próprio CTS-Brasil, juntamente com
o Challenge Bibendum (do grupo Michelin), que conta com a
presença de prefeitos e/ou secretários municipais de transporte,
logística e planejamento da América Latina, Luis Antônio Lindau
alinhou uma série de medidas que levam a uma melhor qualidade
de vida nas cidades.

Para desestimular o uso do carro, por exemplo, as alternativas
adotadas por cidades como Londres, Estocolmo e outras mais foi a
criação do pedágio urbano e o aumento de impostos nos prédios de
garagens. E para estimular o uso de transporte coletivo, a saída que
se mostra mais viável economicamente é a utilização da superfície
com ônibus rápidos em corredores exclusivos (BRT), caso da Cidade
do México e de Curitiba, e veículos leves sobre trilhos (VLT). O
estímulo ao transporte não-motorizado fez de Paris a cidade das
bicicletas.

  • É preciso dar o primeiro passo na direção de uma solução, afirmou
    Lindau recomendando a cada prefeito presente na Convenção que
    planeje, a partir da realidade de sua cidade, qual poderá ser o seu
    projeto emblemático, fruto da integração de diversas ações voltadas
    à revisão dos modelos de infraestrutura e transporte para melhorar
    a vida dos cidadãos.