
A avaliação do sistema de transporte foi decisiva para a escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 pelo Comitê Olímpico Internacional (02/10/09). Há um ano, o Rio obteve a pior nota entre as quatro cidades finalistas no mesmo quesito. Então, o Comitê Olímpico Brasileiro contratou consultores brasileiros renomados, que buscaram apoio do CTS-Brasil na simulacao dos sistemas BRT (Bus Rapid Transit – transporte por ônibus rápidos) e viraram o jogo.
O CTS-Brasil desenvolveu o trabalho de micro-simulação nos corredores T5 (28 km de ligação entre a Barra da Tijuca e o Terminal Penha), Barra-Zona Sul (29 km) e Ligação C (15 km de ligação entre a Barra da Tijuca e o Terminal Deodoro). Foram oito meses de trabalho, que envolveram o levantamento das informações, processo interativo de análise e o refinamento do projeto de forma a otimizar seu desempenho operacional. Reuniões quinzenais com o grupo de transportes e o Comitê Olímpico Brasileiro serviam para analisar os gargalos e as alternativas de melhoria dos projetos.
As conclusões principais deste trabalho indicaram que a capacidade e o nível de serviço dos corredores projetados são compatíveis com as demandas previstas para o período dos jogos no seu dia e horário de maior movimento. Além disso, foram identificadas pequenas mudanças nos projetos originais que podem levar a grandes ganhos de qualidade dos projetos.
A operação do sistema foi exaustivamente estudada tanto sob as condições de demanda típicas da cidade quanto para o período dos jogos. Micro simulações detalhadas foram usadas para determinar as características operacionais dos sistemas. Essas características foram afinadas de forma a evitar congestionamentos de veículos, ao mesmo tempo em que atendem efetivamente as demandas da cidade e dos jogos. As simulaçoes indicaram que os três sistemas são capazes de responder às demandas da cidade e dos jogos de uma forma muito satisfatória.
Terminados os jogos olímpicos de 2016, ficará um sistema de transporte integrado, alinhado com os padrões modernos, com capacidade suficiente para suportar o crescimento da demanda. Além disso, um sistema com reduzida emissão de gases de efeito estufa.
Além do aumento da acessibilidade no transporte urbano, o projeto de mobilidade da cidade do Rio de Janeiro para as Olimpíadas inclui o uso de combustíveis não poluentes.