04/09/08
Desde que surgiram, há 5.500 anos, na Mesopotâmia e no Vale do rio Nilo, no Egito, as cidades vêm se desenvolvendo de maneira geométrica gerando um expressivo déficit urbano: entre os anos 1800 e 2000, a população cresceu seis vezes, o PIB 100 vezes e a mobilidade (km/pessoa/dia) foi multiplicada por 1000. Resultado: atualmente, 19 cidades contam com mais de 10 milhões de habitantes, número que chegará a 27 dentro de 20 anos. Dado igualmente preocupante é que, pela primeira vez desde 2007, 50% da população mundial vive nas zonas urbanas, percentual que deverá subir para 60% até 2030 e para 75% em 2050, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas.
Embora a alta densidade populacional reduza custos de produção e crie um enorme mercado consumidor de bom poder aquisitivo para a viabilidade dos negócios, por outro lado, compromete o desenvolvimento, o que exige planejamento e gerenciamento urbano para garantir sustentabilidade ambiental e qualidade de vida. “E o transporte sustentável, no seu conceito mais amplo, é a chave para o crescimento ordenado e saudável”, diz o presidente do Centro de Transporte Sustentável – CTS Brasil, Luiz Antonio Lindau, para quem, “vivemos o círculo vicioso do crescimento do tráfego num processo realimentador que envolve o tráfego de automóveis propriamente dito, o uso da terra para ruas e avenidas, as emissões de CO2, barulhos, acidentes e assim sucessivamente.
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